A dengue, doença causada pelo Aedes aegypti – também conhecido como mosquito-da-dengue, embora este seja também o vetor do vírus CHIKV, que causa a chikungunya e do zika vírus, que causa microcefalia – é a que possui maior taxa de mortalidade entre essas três, sendo um alvo constante de preocupação para a população brasileira.

Embora existam campanhas para tentar erradicar o Aedes aegypti e as doenças que ele transmite, muitas pessoas se mantém alheias aos cuidados que devem ser tomados para extinguir essa espécie de uma vez por todas. Saiba agora como evitar a criação desse mosquito e quais os malefícios que ele pode trazer para os seres humanos:

O que é a dengue? Quais as causas?

A dengue é uma doença infecciosa viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e apresenta quatro sorotipos, sendo que uma mesma pessoa pode ser infectada por mais de um deles, em diferentes momentos da sua vida.

A principal causa conhecida é a transmissão do vírus através do mosquito, mas há casos de transmissão vertical (gestante para bebê) e através de transfusão de sangue, apesar de serem menos comuns.

É importante ressaltar que ainda não existe vacina contra a dengue, portanto a melhor forma de evitar a doença é acabar com os focos de Aedes e.

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Como identificar um mosquito-da-dengue?

O Aedes aegypti é diferenciado do pernilongo comum por um aspecto bem visível: ele possui listras brancas no corpo todo, inclusive nas patas. Caso seja picado por um mosquito, tente identificá-lo. Se constatar que ele possui as tais listras, vá ao hospital ou posto de saúde mais próximo para receber o melhor encaminhamento.

Outra diferença em relação ao pernilongo comum é que ele possui hábitos diurnos, enquanto o comum costuma atacar à noite.

 

Como posso evitar o aparecimento do Aedes aegypti?

Essa espécie de mosquito se cria em ambientes quentes e úmidos. Assim sendo, as estações de maior perigo são as quentes: primavera e verão. Mas atenção! Os ovos podem sobreviver por até dois anos em um ambiente seco e frio, e então se desenvolver quando houver um ambiente propício. Remover de vez os criadouros continua sendo a melhor solução:

 

  • Limpe seu quintal: remova tudo o que puder juntar água durante chuvas. Pneus, garrafas, vasilhames, recipientes de água e comida de animais de estimação, etc. Substitua a água dos vasos de planta por areia e evite a formação de poças de água;
  • Cuidados com calhas, caixa d’água e piscina: mantenha a calha sempre limpa, caixa d’água limpa e fechada e piscinas cobertas após o uso;
  • Inseticidas: quando os focos já estão presentes, uma solução prática é utilizar inseticidas. Leia sempre o rótulo e tome as devidas precauções, pois esse tipo de produto pode causar intoxicação grave.

Se você estiver em um local em que haja focos do mosquito, não se esqueça de utilizar roupas compridas e repelentes. Citronela, capim-limão e cravo-da-índia são ótimas substâncias contra o Aedes aegypti.

Para denunciar focos, entre em contato com a Secretaria Municipal de Saúde.

 

Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas são dores de cabeça intensas e febre alta, que tem início súbito. Outros sinais que podem indicar infecção pelo vírus da dengue:

  • Diarreia;
  • Dores nos olhos;
  • Dores musculares e ósseas;
  • Fadiga;
  • Manchas avermelhadas no tórax e/ou membros superiores;
  • Tosse;
  • Vômitos.

 

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Alguns dos sintomas podem levar à confusão com outras viroses, dificultando o tratamento.

Como é feito o diagnóstico da doença?

Através de exames sorológicos que apresentarão (ou não) a presença de anticorpos, que indicam que o organismo está tentando combater a infecção. É importante que os exames sejam realizados com um intervalo de cinco dias após a suspeita, pois antes disso é possível que o organismo ainda não tenha produzido anticorpos suficientes e, assim, o resultado será um falso negativo que pode causar complicações.

 

Existe tratamento para a dengue?

O tratamento contra dengue é o mesmo indicado contra chikungunya e zika vírus, já que não existem tratamentos específicos para nenhuma das doenças e elas apresentam sintomas semelhantes:

  • Muito repouso: como um dos sintomas da dengue é a fadiga e o organismo precisa se fortalecer para combater o vírus, é importante repousar muito;
  • Ingestão elevada de líquidos: além de evitar a desidratação, ingerir muito líquido auxiliará na eliminação do vírus;
  • Administração de remédios contra febre e dor: como a dengue causa dores generalizadas e febre alta, alguns remédios são indicados para controla-los. Atenção: jamais se automedique! Alguns medicamentos podem atrapalhar a coagulação sanguínea e causar hemorragias quando a pessoa está infectada com o vírus da dengue.

Os sintomas costumam sumir após sete dias de tratamento e o paciente, em geral, recupera-se sem sequelas no caso da dengue clássica.

No caso de dengue hemorrágica ou quando uma pessoa é infectada pela segunda vez, podem ocorrer alterações na coagulação sanguínea, como a queda de plaquetas, que causam sangramentos incessantes, dores abdominais intensas e dificuldade para respirar.

 

Dengue x Chikungunya

  • Febre: em ambos os casos, o início é súbito. No entanto, a febre está sempre presente em caso de dengue, e quase sempre presente em caso de chikungunya;
  • Dores articulares: no caso de dengue, as dores são moderadas e nem sempre aparecem. São o sintoma principal da chikungunya, sendo dores intensas;
  • Manchas vermelhas na pele: pode estar presente em ambos os casos. No caso de chikungunya, aparece em até 48 horas.

 

Dengue x Zika vírus

  • Febre: pode estar presente em caso de zika vírus, sempre presente em caso de dengue. No caso de zika, a febre é baixa;
  • Dores articulares: se surgir no caso de zika, serão dores leves;
  • Manchas vermelhas na pele: se manifesta em até 24 horas após o contágio por zika vírus, geralmente com coceira local.

Uma diferença entre dengue, chikungunya e zika vírus é que vermelhidão nos olhos não ocorre quando a pessoa está com Dengue, mas pode ocorrer nos outros casos.

 

O que são mosquitos transgênicos?

Mosquitos que possuem um gene que impede que os filhotes se desenvolvam até a fase adulta (fase em que são capazes de picar). Como apenas as fêmeas picam, machos geneticamente modificados foram inseridos em um ambiente controlado para copular com as fêmeas selvagens a fim de averiguar os efeitos na população.

Os resultados foram satisfatórios, mas essa solução ainda não está liberada, sendo utilizada apenas para estudos de campo enquanto não passam por regulação sanitária.

 

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Em suma, é possível erradicar a dengue e outras doenças virais transmitidas pelo Aedes aegypti, mas todos precisamos nos unir nessa causa. Limpe seu quintal, denuncie focos em terrenos vizinhos e use repelentes quando necessário. São medidas simples que podem salvar a vida de milhões de pessoas.

Dengue ainda é um problema a ser combatido: saiba como!
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