A gripe h1n1 está se tornando cada vez mais preocupante. Apesar de ter ocorrido uma campanha de vacinação que foi encerrada há menos de duas semanas, novas mortes foram confirmadas nos últimos dias.

A OMS afirma que a doença está controlada, mas os dados atuais mostram o contrário. Continue lendo e saiba tudo sobre a origem e causa da gripe h1n1, além de descobrir as melhores formas de evitar, identificar e tratar a infecção.

O que é a gripe h1n1?

A gripe h1n1 – também conhecida como influenza A ou “gripe suína” – é uma doença causada por um vírus de gripe comum que sofreu mutação.

Ela surgiu no México em 2009 e rapidamente se alastrou para os EUA, local onde foi facilmente difundida para o restante dos países por causa das viagens feitas de lá e até lá. Estima-se que entre 2009 e 2010 houve nove mil mortes em decorrência da gripe suína. De lá pra cá, apesar de a vacina e campanhas terem sido criadas, os casos continuam a aparecer e preocupar.

No Brasil, em 2016, só no primeiro trimestre já havia mais casos registrados do que em todo o ano de 2015. O que pode ter causado o surto ainda no verão foram as pessoas vindas dos EUA e Europa, regiões frias nessa época do ano.

 

Quais são as causas dessa gripe?

Identificada primeiramente em porcos, as mutações que foram ocorrendo no vírus acabaram por atingir também os seres humanos. É por isso que uma das denominações para a doença é gripe suína (embora não seja utilizada atualmente), porém não há registros que o consumo da carne de porco e derivados cause a doença, pois o cozimento mata os vírus.

 

Como posso evitar a infecção pelo vírus h1n1?

Da mesma forma que se evita a gripe comum:

  • Evitando lugares fechados: se você trabalha em um local público, procure manter as janelas sempre abertas para que haja maior circulação do ar e menor possibilidade de infecção geral, caso haja alguém já infectado;
  • Mantendo-se longe de multidões: mesmo em locais abertos, multidões podem significar um problema quando se trata de evitar a h1n1. Um simples espirro muito próximo pode desencadear a doença;
  • Sendo higiênico: os vírus são transmitidos através de secreções. Uma pessoa que está infectada e espirra na mão pode facilmente transmiti-lo a outras pessoas. Assim, lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel quando necessárias são medidas preventivas eficazes. Espirrar na manga da blusa ajuda a não espalhar o vírus;
  • Usando máscara: para evitar ser infectado e também para evitar que a infecção se propague (caso você esteja doente), uma boa solução é usar as máscaras cirúrgicas descartáveis, que impedem que gotículas de saliva sejam liberadas;
  • Vacinando-se contra ela: a campanha de vacinação acabou há alguns dias, porém é importante lembrar que ela deve ser tomada anualmente, pois o vírus está em constante mutação. Clínicas particulares possuem o medicamento para quem não se encaixa nos grupos de risco contemplados com a vacina gratuita.

 

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Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus em até sete dias após ter contato com ele, o que significa que todo cuidado é pouco nesse período, pois a h1n1 é altamente contagiosa.

 

Quais são os sintomas da doença?

Apesar de a transmissão ocorrer da mesma forma que a gripe comum, os sintomas apresentam diferenças que fazem com que as duas doenças sejam mais facilmente identificadas:

  • Calafrios (comuns em quem está com h1n1);
  • Congestão nasal;
  • Coriza;
  • Dores de cabeça (menos intensas no caso de gripe comum);
  • Dores de garganta (intensa na gripe comum, leve na h1n1);
  • Febre alta (a febre da gripe comum não chega a 39°C);
  • Falta de ar;
  • Fraqueza (moderada na gripe comum, extrema na h1n1);
  • Tosse (contínua e seca na influenza A);
  • Vômitos.

O catarro é raro em casos de h1n1, sendo mais comum durante uma gripe comum.

 

 

 

Quais as diferenças entre a gripe comum e a h1n1?

Apesar dos sintomas serem parecidos, a influenza A pode causar complicações que podem até mesmo levar à morte. Se, além dos sintomas habituais de gripe, surgir também falta de ar, confusão mental e tontura, é provável que o doente esteja com h1n1 e precisa de atendimento médico imediato, pois corre risco de insuficiência respiratória e consequente óbito.

É importante ressaltar que os sintomas podem aparecer até quatro dias após a infecção.

 

Como é feito o diagnóstico de h1n1?

Os profissionais que podem fazer esse diagnóstico são os clínicos gerais, infectologistas ou pneumologistas. Na consulta, é essencial que você saiba informar exatamente quais os sintomas que está sentindo e há quanto tempo eles te acompanham.

É possível que o médico pergunte se você esteve em contato com pessoas doentes, em ambientes fechados ou em meio a multidões. Responder da forma mais precisa possível vai ajudar num diagnóstico correto. Se o profissional achar que os sintomas são os de h1n1, deve coletar secreção que será analisada em laboratório para que haja ou não a confirmação da suspeita.

 

Quais são os grupos de maior risco?

A possibilidade de ser infectado é igual para qualquer pessoa, de qualquer faixa etária. No entanto, crianças, gestantes e idosos merecem atenção especial, uma vez que os efeitos podem ser mais graves quando estes ficam doentes.

Pessoas que trabalham em hospitais e postos de saúde também estão mais expostos e sujeitos à infecção e, portanto, são uma das prioridades nas campanhas de vacinação e devem redobrar os cuidados com a higiene, lavando as mãos com frequência e utilizando as máscaras cirúrgicas descartáveis.

 

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Qual o tratamento mais adequado para quem foi infectado pelo vírus h1n1?

Na maioria dos casos, remédios antivirais ou internações não chegam a ser necessárias. O tratamento consiste basicamente em:

  • Medicamentos para amenizar a dor;
  • Antitérmicos para controlar a febre;
  • Manter-se afastado de outras pessoas;
  • Ingerir muito líquido para evitar desidratação e auxiliar na expulsão do vírus;
  • Repousar para o organismo se recuperar rapidamente.

Medicamentos antivirais que abrandam os efeitos da Influenza são comumente utilizados quando há grande risco do doente desenvolver complicações e apresentam melhor resultado se administrados em até dois dias após o início dos sintomas, mas só devem ser tomados sob prescrição médica.

Ainda tem alguma dúvida sobre como evitar, identificar e tratar a gripe h1n1? Não deixe de comentar! E compartilhe esse conteúdo para ajudar aqueles que ainda não conhecem os perigos e medidas de prevenção dessa doença tão comum e preocupante.

 

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